Branca de Neve - A Volta da Rainha Má


A internet é maravilhosa, né?
Digo, quando não tá estragando sua infância ou te obrigando a falar sobre política em rede social. Mas o que lhes trago hoje é literalmente um achado.
Como já expliquei aqui, quadrinhos são uma mídia INCRIVELMENTE descartável. Não no sentido que os japoneses fazem, mas é parecido.

Mais ou menos como os curtas dos anos 30 e 40, quadrinhos servem pra tu passar um curto tempo enquanto espera ser atendido pelo médico, faz o número 2, ou espera tua paquera de internet te encontrar na cafeteria até tu perceber que leu toda a Guerra Civil sem querer e que levou um bolo da guria e vai voltar pra casa choroso&deprimido tendo que se alimentar de isopor com colorau e passar o resto da noite na internet tentando convencer fanboy da DC que Batman vs Superman é pior que Emoji Movie.

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Onde eu tava? Ah, sim. Quadrinhos são descartáveis.

Antigamente eram publicados tirinhas de jornal ou histórias completas adaptando as Silly Symphonies, ou só misturando os personagens Disney sem muito motivo. Só pra citar algumas, tem uma história que o Smee, de Peter Pan, segue os Sete Anões pra achar o Papai Noel, outra em que Br'er Rabbit (Quincas) se encontra com a Bruxa Má, e aquela história onde Papai Noel encomenda bonecos ao Gepeto e o velho e Peter vão recuperar, com Gepeto consertando a varinha da Fada Madrinha no processo.
E você achava o lore de Descendentes frouxo e preguiçoso.
Não deixa de ser, mas enfim.


E uma dessas histórias só foi publicada uma vez no Brasil, mas trocentas vezes na Itália, mas já falo disso.
Vejamos como uma simples história em quadrinhos ignora todo o filme que a originou!

Kapan Komenta #13 - Muppets Take Constantine


Finalmente, chegamos a uma conclusão sobre o caso Steve Whitmire e a Disney, e já temos Matt Vogel como Kermit num show ao vivo e outros projetos!



Stardust: O Mistério da Estrela


Eu sempre tive um certo problema com histórias de fantasia medieval. Sei lá porque, tudo me soa incrivelmente genérico. Princesa, dragão, cavaleiro, mago, etc. Eu considero um trabalho dificílimo fazer uma história nesse estilo funcionar e não parecer um rip-off de Senhor dos Anéis. De cabeça, eu só consigo lembrar de Flight of Dragons, e nem é tãããão bom assim.

Mas eu também não vi muito filme nesse estilo, até por ter esse certo preconceito mesmo. Depois que eu vi Eragon, eu sinto como se qualquer filme medieval de fantasia fosse algo do mesmo nível. Meu Deus, que filme CHATO.
Felizmente, ainda há filmes que me surpreendem, como o já citado Flight of Dragons, e outros que saem mais da fantasia medieval mas ainda tem o mesmo clima, como Labirinto e Cristal Negro.

E Stardust é uma dessas pérolas.


Mad Mickey - O Carteiro do Futuro


Sabem porque eu demoro a fazer um Tio Walt sobre os quadrinhos Disney? Porque eles são mais variados e inconsistentes do que Turma da Mônica.

Claro, o Bairro do Limoeiro e Patópolis são incrivelmente semelhantes em alguns conceitos, e ambos os universos tem diversos núcleos. O negócio é que dentro do Universo Disney quadrinhos há vários universos, que podem variar de autor pra autor.

Uma história produzida por Don Rosa vai usar um canon totalmente diferente de uma história do Euclides Miyaura, por exemplo. Claro, algumas histórias se passam em universos totalmente alternativos, e por algum motivo, essas histórias são umas das que mais me fascinam. É como os curtas antigos, onde os personagens eram meio que "atores" em várias histórias.
Raios, tem uma edição inteira que adapta o Inferno de Dante pro universo patopolense.

E hoje temos uma delas aqui, onde Mickey e Minnie vivem num mundo pós-apocalíptico, tipo Mad Max.

E os editores brasileiros acharam que seria massa chamar de Mad Mickey.
Porque É!
TESTEMUNHE!

Death Note (Netflix 2017)


Falar sobre adaptações é sempre um tópico delicado. A forma que você vê a obra original pode ser diferente do diretor ou produtor que tá fazendo a adaptação ou sequência ou reboot, e ambas as visões podem não refletir o que realmente era a obra original.

E quando você toca no bem mais precioso de um otaku, você nota como eles se comportam como... bem, um otaku no sentido original: alguém que tem um apego muito grande e quase irracional a alguma coisa e que normalmente não tem muita habilidade social.
Esse último ponto se mostra bem quando tu dá uma olhada rápida nas reações da adaptação Netflixiana de Death Note, obra que hoje é nostálgica a muita gente.

E nostalgia costuma cegar.


Com isso dito, o filme em streaming é legitimamente uma boa adaptação da obra japonesa.